Relax no jardim
Enviado em 23 de Novembro de 2008
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Móveis para áreas externas primam pelo conforto e pela criatividade.
Apelo destinado aos arquitetos de interiores nos últimos anos, o lazer em casa ganha um aliado com o aumento da diversificação de móveis para jardim. Das cozinhas gourmet aos home theaters, as áreas de convívio como pátios e sacadas também recebem peças escolhidas – e criadas – com esmero.
Em meio a móveis com formas orgânicas e materiais alternativos, traços contemporâneos e madeira seduzem a arquiteta Susana Nedel. “Gosto dos desenhos retos por serem neutros e permitirem maior flexibilidade na escolha das plantas”, afirma Susana. Versatilidade é um dos princípios do seu trabalho, batizado de Jinko (referência à Ginkgo, árvore que resistiu à bomba de Hiroshima). Um banco pode virar mesa de centro ou aparador lateral. “Outra solução é o dossel, proposto como um casulo para condomínios de casas geminadas. Como são próximas uma da outra, ganham privacidade”, diz.
No mercado de design de mobiliário há nove anos, o arquiteto Fernando Menezes e o administrador e designer Roberto Bernardo, ganhadores de duas edições do prêmio Rio Design, percebem o crescimento dessa procura e da exigência dos proprietários.
“As pessoas estão curtindo a casa, tirando férias mais curtas. Isso gera um aumento da necessidade de elementos de conforto”, explica Fernando.
De madeiras como a maracati e ipê, ganham corpo namoradeiras, chaises com balanço, mesas e poltronas com acabamentos naturais, que podem se valer do desgaste obtido com as intempéries. Para Fernando, mais que design, a qualidade da estrutura é o diferencial: toda por meio de encaixes.
E para quem pensa em áreas externas apenas no verão, a arquiteta Ana Revello Vasquez, que assina as peças em fibra sintética com o arquiteto Renato Solio, faz uma ressalva: “Tecnologias como lareiras a gás e aquecedores estão ampliando o uso de jardins e varandas para todas as estações do ano. Cuidadosa com o conforto, Ana acredita que essas peças têm ergonomia livre. Como muitos móveis são feitos para a pessoa “se esparramar”, o aconchego faz parte da natureza do design de móveis de jardim.
“Você não está mostrando para a pessoa que ela deve se sentar de tal forma, como na cadeira de um escritório. Logo, relaxamento espontâneo é uma premissa natural”, sentencia.
Fonte: A Notícia