O barato sai caro: ao refazer orçamento do condomínio, é preciso ter critério nos cortes
Enviado em 21 de Janeiro de 2009
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SÃO PAULO - Ao refazer o orçamento do condomínio, a tendência de muitos síndicos é promover cortes para diminuir os gastos e, assim, o montante pago por cada morador. Entretanto, economizar no item errado pode trazer mais despesas posteriormente, alerta especialista.
De acordo com a gerente de Marketing da Lello Condomínios, Angélica Arbex, levar em conta apenas o fator econômico, ao investir em segurança ou ao fazer a manutenção de alguns itens, por exemplo, é um equívoco que pode trazer consequências desagradáveis e maior custo no futuro. “A segurança e a qualidade dos fornecedores e prestadores de serviço nos condomínios devem sempre vir em primeiro lugar”, diz.
Por outro lado, afirma a especialista, conhecendo o perfil econômico dos condôminos e as reais necessidades do condomínio é possível economizar no final do mês.
Campanhas
Para Angélica, realizar campanhas para o uso racional de água, instalar sensores de presença e criar regras para o uso de energia elétrica nas áreas comuns, bem como criar programas para que os condôminos mantenham a conta condominial em dia, reduz significativamente os gastos do condomínio.
Além disso, diz ela, é necessária uma análise minuciosa da folha de pagamento, observando a quantidade de horas-extras feitas pelos funcionários e calculando se não sairia mais barato contratar um folguista.
Conservação
Na opinião da gerente da Lello, outra atitude essencial para manter as contas em dia é fazer a correta conservação dos equipamentos da área comum, para evitar uma manutenção cara.
Em tempos de constantes ataques de arrastão em condomínios, ela cita ainda a importância da criação de senhas de segurança entre condôminos e a divulgação de regras de identificação de visitantes.
Por fim, aconselha Arbex, o síndico deve ter um fundo de reserva para cobrir eventuais gastos com reformas e benfeitorias e também a inadimplência nos pagamentos dos moradores.
Fonte: InfoMoney - Por Gladys Ferraz Magalhães