Coleta seletiva não custa nada ao condômino e faz bem ao planeta
Enviado em 7 de Fevereiro de 2009
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SÃO PAULO - De acordo com dados do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), apesar de não ter um custo significativo, apenas 10% de um total de 27 mil condomínios residenciais e comerciais da capital paulista realizam a coleta seletiva.
Para o diretor do Grupo Hubert e vice-diretor de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, Hubert Gebara, esse número é muito pequeno diante do problema que os lixões causam para a saúde da população e do planeta. “Lixo no lixão infecta os lençóis freáticos e, consequentemente, os rios, atrai insetos e aves e transmite doenças para pessoas que vão lá procurar produtos que podem reutilizar”, explica.
Porém, a demanda daqueles edifícios que pretendem adotar o serviço aumentou de modo significativo. Se há três anos nenhum prédio da carteira do Grupo Hubert tinha coleta seletiva, hoje já são 188 de um total de 400 prédios residenciais e comerciais.
Problemas com a coleta
As maiores dificuldades encontradas para instalação da coleta seletiva não têm relação com os gastos, mas com a falta de conscientização dos moradores e funcionários de um prédio, bem como com a ausência de uma estrutura ideal oferecida pelos coletores.
“Tanto as cooperativas quanto as concessionárias estão falhando”, diz Gebara. Para ele, a retirada do lixo deveria ser permanente - no mínimo, um dia sim e um dia não -, e não apenas uma ou duas vezes na semana, pois, embora os coletores pegassem uma quantidade menor de resíduos, o serviço seria mais frequente, evitando acúmulos nas vias públicas.
As empresas que fazem a coleta se defendem, diz Gebara, dizendo que as fábricas de papelão e vidro, por exemplo, que compram os resíduos, não estão pagando os mesmos valores pelos resíduos por conta da crise mundial. Assim, elas estão tendo prejuízos, o que impede, portanto, que aumentem os dias do serviço.
Problemas de conscientização
Mas, além da coleta, há o problema daqueles que utilizam os produtos. As reuniões de conscientização precisam ser realizadas tanto com os condôminos quanto com as empregadas domésticas dos moradores e também com os funcionários do prédio.
E o diretor ainda salienta que não basta uma única conversa. É preciso reiterar de tempos em tempos a necessidade da coleta seletiva. Isso porque, ele explica, as pessoas costumam aderir no começo, mas deixam de tomar o cuidado em separar o lixo com o decorrer do tempo.
Como aderir à coleta seletiva?
Se o seu prédio ainda não realiza a coleta seletiva do lixo, saiba que é muito simples implantar o serviço e adotar uma atitude sustentável e saudável ao planeta.
# Primeiro, é preciso descobrir se a rua onde você mora é contemplada pela coleta porta a porta, pois apenas 74 dos 96 distritos paulistanos a possuem. Para isso, basta entrar no site da prefeitura: www.limpurb.sp.gov.br;
# Se a resposta for positiva, você ainda deve verificar se a sua área é atendida pelas concessionárias (Ecourbes e Loga) ou pelas cooperativas (formadas por ex-catadores), pois, se for pelas primeiras, saiba que elas fornecem contêineres específicos para esse tipo de coleta;
# Em seguida, verifique o dia e a hora (matutino ou noturno) em que ocorre o recolhimento seletivo de resíduos. E se você não tiver o contêiner específico, ainda é possível deixar os sacos na rua, para que os caminhões compactadores ou gaiolas recolham ao passar, pois essa coleta ocorre em períodos diferentes da coleta domiciliar;
Vale lembrar que não há necessidade de separar o vidro do papel e do metal, por exemplo, pois a triagem é feita nas Centrais de Triagem. Só é necessário que o cidadão separe os resíduos orgânicos (úmidos) dos que não são orgânicos (secos) e, assim, disponibilizá-los nos dias corretos de cada coleta.
Quais são os materiais recicláveis?
* Plásticos: garrafas, embalagens de produtos de limpeza, pote de creme e xampu, tubo e cano, brinquedos, sacos, sacolas, saquinho de leite e isopor.
* Alumínio e metal: lata de cerveja e refrigerante, esquadrias e molduras de quadros, molas e lata de ferro.
* Papel: jornal, revista, impressos em geral, papel de fax, embalagens longa-vida e papelão.
* Vidro: frascos, garrafas e vidros de conserva
Não recicláveis: cerâmicas, vidros pirex e similares, acrílico, lâmpadas fluorescentes, papel plastificado, metalizado ou parafinado (embalagem de biscoito, por exemplo), papel carbono, papel higiênico, papel molhado ou sujo de gordura, fotografia, espelho, pilha e bateria de celular (que devem ser devolvidos aos fabricantes), fitas e etiquetas adesivas.
Mais cuidados para separar o lixo
Além da separação, outros cuidados devem ser tomados. Os plásticos, por exemplo, precisam ser lavados, para que não fiquem restos do produto, principalmente no caso de detergentes e xampus, que podem dificultar a triagem e o aproveitamento do material.
Já os vidros também devem ser lavados e suas tampas retiradas; as latinhas de refrigerante, cerveja e enlatados devem ser amassados ou prensados, para facilitar o armazenamento, enquanto os papéis podem ser guardados diretamente em sacos plásticos.
Fonte: InfoMoney