Dicas para proteger os condomínios
Enviado em 3 de Agosto de 2009
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De acordo com o Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), só até a metade deste ano ocorreram 11 arrastões e 2 tentativas de assaltos em prédios na capital paulista, contra 17 assaltos em todo o ano passado. Esse aumento da violência faz com que os condomínios invistam cada vez mais em equipamentos de segurança.
Para Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios da entidade, a boa segurança começa no projeto do empreendimento, que deve prever a instalação de câmeras de vigilância e cercas elétricas em locais estratégicos. “Assim como a tecnologia, o conceito de segurança evolui. O que era considerado seguro há 20 anos, já não é mais hoje e é preciso estar sempre se atualizando”, observa Gebara, acrescentando que um ambiente seguro se faz com a integração de medidas e normas com adequações físicas, agregadas ao profissional especializado e a alta tecnologia.
Além de equipamentos, é importante a seleção de funcionários que irão trabalhar no condomínio e que deverão passar por treinamentos. “O síndico e o zelador possuem um papel fundamental, informando e conscientizando os moradores para a necessidade de seguir as regras, além de fiscalizar as condutas dos funcionários”, comenta Gebara. O Secovi-SP promove uma série de cursos e palestras para síndicos e funcionários de condomínios e administradoras, além de oferecer publicações e orientações a condôminos sobre a importância do cumprimento dos regulamentos internos.
O primeiro passo é compreender que a maior arma dos bandidos é o fator surpresa. Para não ser pego desprevenido, o síndico deve solicitar a consultores especializados que façam análises de risco para a elaboração de um plano de segurança do condomínio.
Este plano tem três etapas:
Plano físico – é a análise criteriosa das instalações físicas e onde é preciso fazer uma adequação, visando dificultar o acesso, evitando ao máximo a invasão. Exemplo: a construção de clausuras nas entradas de pedestres e nos acessos a veículos. Como aliado importante, é aconselhável a utilização dos equipamentos eletrônicos, que têm como principal função auxiliar os funcionários e moradores na vigilância das instalações. Exemplo: controle de acessos, sensores de alarmes e circuito fechado de televisão.
Plano operacional – consiste em procedimentos operacionais, com regras especificas para cada integrante do sistema (condôminos, moradores, funcionários e usuários), as quais deverão ser aprovadas em assembleia e obedecidas por todos.
Plano de contingência - definição das situações críticas, de modo que todos os envolvidos no sistema, durante a concretização do risco, possuam um roteiro de ações que devem ser implementadas, visando o restabelecimento da normalidade.
Após a fase de planejamento deve-se dar muita atenção ao treinamento dos funcionários, que estarão na operação de todo o sistema e conscientizar os condôminos e moradores, através de palestras, circulares e quadros de avisos, para se manterem integrados. Em função de suas características, cada condomínio deve estudar o que melhor lhe convém, proporcionando um maior estado de segurança a todos.
Fonte: Diário do Comércio SP - Por Carlos Ossamu